Autoajuda é algo que você faz por si próprio, apesar de algumas pessoas apelarem para os livros de terceiros. Mas como se faz isso? É muito mais simples do que a maioria dos livros diz. Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, indicam que a pessoas que mais se sentem automotivadas constantemente são aquelas que, quando se deparam com um problema, se perguntam “como resolvê-lo?” e não aquelas que afirmam “irei resolvê-lo”.
Apesar dos best-sellers encontrados em todas as livrarias, escritos por diversos autores que se dizem pesquisadores especialistas na área (ostentando títulos diversos), há, entretanto, pouquíssima pesquisa realmente científica – feita com base em dados colhidos de indivíduos reais e analisados com cuidado, parcimônia e ponderação. Esse segmento específico de análise é o que os pesquisadores da área de Psicologia chamam de “análise do discurso interno”.
Esse “discurso interno” é o processo que experimentamos quando lemos um livro, por exemplo: ouvimos nesse momento uma voz, dentro de nossa cabeça, que faz uma leitura “em voz alta”. Esse mesmo discurso está presente quando fazemos escolhas ou mesmo quando pensamos sobre nossa vida.
Questionamentos são mais eficazes
O time de pesquisadores, liderado por Dolores Albarracin, Ibrahim Senay e Kenji Noguchi, acompanhou 50 indivíduos, aos quais era sugerido que pensassem durante alguns momentos a respeito da sequência de testes apresentados. Em um teste de anagramas – onde eram apresentadas diversas palavras que deveriam ser remanejadas para formar novas palavras – aqueles que, enquanto esperavam, já haviam começado a formular a solução do problema, tiveram um aproveitamento do teste bastante superior ao daqueles que haviam apenas se programado para fazer.
Em um segundo experimento, os participantes eram convidados a escrever duas sentenças similares, antes da execução da próxima tarefa: “eu farei.” (uma afirmação) e “eu farei?” (uma pergunta). Aqueles que haviam sido induzidos a escrever a segunda frase (de questionamento), novamente tiveram médias superiores.
Por que isso acontece? Os pesquisadores dizem que isso pode estar relacionado ao significado inconsciente do questionamento, ou seja, as pessoas que se faziam uma pergunta, de certa maneira, já estariam se preparando para resolver os testes, e, portanto, se automotivando para a ação.
A mesma sequência de frases (pergunta ou afirmação) também foi usada em um teste de longa retenção – quando a pessoa faz planos e após um tempo relata, aos pesquisadores, se os realizou. Os participantes foram convidados a formular um plano de exercícios. Novamente, aqueles que se perguntavam “quais exercícios farei?’, em vez de afirmar “farei exercícios”, mostraram maior “motivação intrínseca”, um resultado que foi mensurado por meio de testes psicológicos específicos.
Linguagem indica como as pessoas "atacam um problema
“Nosso estudo focou como o estudo da linguagem – mesmo aquela voltada a nós mesmos – pode influenciar a autorregulação comportamental”, diz Albarracin, cujo trabalho foi publicado no periódico Psychological Science.
“Métodos experimentais estão nos ajudando a investigar o ‘discurso interno’ das pessoas, e como elas se comportam a partir disso”, afirma o pesquisador que indica que as implicações do estudo podem levar a novos métodos de análise cognitiva, social, desenvolvimento da psicologia, assim como apontar novos indicadores clínicos, educacionais e mesmo sobre temas ligados ao trabalho e automotivação.
“A ideia popular é de que ações baseadas em afirmações podem melhorar o modo como as pessoas atingem seus objetivos. Mas ao que parece, questionar o modo como se faz é um método muito mais eficaz. Esse trabalho indica as bases cognitivas de como a linguagem é uma janela potencial entre pensamentos e ações”, finaliza.
fonte: uol.com.br
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terça-feira
quinta-feira
Brasileiros gastam mais com comida e se acham mais gordos
Comendo mais
Dois quintos dos brasileiros afirmam ter aumentado seus gastos com comida e bebida nos últimos seis meses enquanto 33% dizem pesar mais agora do que há um ano, segundo uma pesquisa sobre hábitos de consumo de alimentos realizada em seis países.
Segundo o levantamento, realizado pela empresa de pesquisas Tora (The Oxford Research Agency), o aumento do consumo desses produtos no Brasil só seria menor do que na China, onde 48% das pessoas disseram estar gastando mais com comidas e bebidas do que há seis meses.
Em três outros países pesquisados, o número de pessoas que reduziu o consumo supera o das que aumentaram o consumo - Estados Unidos (48% disseram ter reduzido o consumo), Grã-Bretanha (45%) e França (29%). Na Alemanha, 21% disseram ter reduzido o consumo, enquanto 25% afirmaram ter aumentado.
Engordando mais
Quando questionados se estão pesando mais do que há um ano, 33% dos brasileiros disseram que sim - o maior porcentual entre os seis países pesquisados. Apenas 18% disseram pesar menos do que há um ano.
Talvez como consequência direta disso, 45% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter feito dieta no último ano - porcentagem apenas inferior à da China, onde 54% disseram ter feito dieta.
Apesar disso, os brasileiros dizem se exercitar apenas durante 2,24 horas semanais, abaixo da média de 2,75 horas dos seis países. A China tem a maior média de horas semanais de exercícios - 3,65 -, e a França, a menor - 2,09.
Comida rápida versus comida saudável
A pesquisa da Tora, que ouviu 1.534 pessoas nos seis países, também verificou que 25% dos brasileiros afirmam consumir comidas de fast-food com frequência, porcentagem semelhante à verificada entre os americanos - 28%. Os franceses aparecem como os consumidores mais frequentes de fast-food - 36%.
A maioria dos brasileiros (55%), porém, afirmou cozinhar sempre ou quase sempre com ingredientes frescos, em uma proporção pouco acima dos franceses (54%). Os americanos são os que dizem cozinhar menos frequentemente com ingredientes frescos - apenas 33%.
Brasileiros e chineses são também os que dizem comer com mais frequência em restaurantes - 33% dos chineses e 19% dos brasileiros disseram jantar fora pelo menos duas vezes por semana, enquanto apenas 2% dos britânicos, 3% dos alemães e 5% dos franceses afirmaram jantar fora com essa frequência.
A China tem ainda a maior porcentagem de pessoas que dizem sair para almoçar nos dias de trabalho - 54%. Os brasileiros têm a segunda maior porcentagem nessa questão - 38%, mas 51% no país afirmam levar comida de casa para comer no trabalho.
fonte: diário da saúde
Dois quintos dos brasileiros afirmam ter aumentado seus gastos com comida e bebida nos últimos seis meses enquanto 33% dizem pesar mais agora do que há um ano, segundo uma pesquisa sobre hábitos de consumo de alimentos realizada em seis países.
Segundo o levantamento, realizado pela empresa de pesquisas Tora (The Oxford Research Agency), o aumento do consumo desses produtos no Brasil só seria menor do que na China, onde 48% das pessoas disseram estar gastando mais com comidas e bebidas do que há seis meses.
Em três outros países pesquisados, o número de pessoas que reduziu o consumo supera o das que aumentaram o consumo - Estados Unidos (48% disseram ter reduzido o consumo), Grã-Bretanha (45%) e França (29%). Na Alemanha, 21% disseram ter reduzido o consumo, enquanto 25% afirmaram ter aumentado.
Engordando mais
Quando questionados se estão pesando mais do que há um ano, 33% dos brasileiros disseram que sim - o maior porcentual entre os seis países pesquisados. Apenas 18% disseram pesar menos do que há um ano.
Talvez como consequência direta disso, 45% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter feito dieta no último ano - porcentagem apenas inferior à da China, onde 54% disseram ter feito dieta.
Apesar disso, os brasileiros dizem se exercitar apenas durante 2,24 horas semanais, abaixo da média de 2,75 horas dos seis países. A China tem a maior média de horas semanais de exercícios - 3,65 -, e a França, a menor - 2,09.
Comida rápida versus comida saudável
A pesquisa da Tora, que ouviu 1.534 pessoas nos seis países, também verificou que 25% dos brasileiros afirmam consumir comidas de fast-food com frequência, porcentagem semelhante à verificada entre os americanos - 28%. Os franceses aparecem como os consumidores mais frequentes de fast-food - 36%.
A maioria dos brasileiros (55%), porém, afirmou cozinhar sempre ou quase sempre com ingredientes frescos, em uma proporção pouco acima dos franceses (54%). Os americanos são os que dizem cozinhar menos frequentemente com ingredientes frescos - apenas 33%.
Brasileiros e chineses são também os que dizem comer com mais frequência em restaurantes - 33% dos chineses e 19% dos brasileiros disseram jantar fora pelo menos duas vezes por semana, enquanto apenas 2% dos britânicos, 3% dos alemães e 5% dos franceses afirmaram jantar fora com essa frequência.
A China tem ainda a maior porcentagem de pessoas que dizem sair para almoçar nos dias de trabalho - 54%. Os brasileiros têm a segunda maior porcentagem nessa questão - 38%, mas 51% no país afirmam levar comida de casa para comer no trabalho.
fonte: diário da saúde
sexta-feira
Não é exagero dizer que atividade física vicia
O "barato" do atleta é comum entre aqueles que fazem atividades prolongadas, como é o caso dos corredores de longa distância, e é descrito como uma sensação de euforia, bem estar, e alteração da percepção do tempo e espaço.
Essas sensações não costumam ser descritas entre os atletas de atividades de curta duração como os velocistas e em esportes que exigem frequente mudança da demanda de força e ritmo da atividade, como é o caso do futebol, basquete, tênis, etc. Curiosamente, não há descrição na literatura desse "barato" entre nadadores, apesar da natação ser um esporte com ritmo regular e repetitivo como a corrida. Já existem evidências apontando que a corrida é especialmente associada a essa sensação de prazer, em parte por causa dos repetidos traumas na pele que promovem a liberação de substâncias que agem tanto no sistema nervoso central como no periférico.
Até a década de 60, acreditava-se que o "barato" do atleta era decorrente do aumento dos níveis de catecolaminas, substâncias da linha da adrenalina. Com a descoberta da endorfina, que é como se fosse um tipo de morfina produzida pelo próprio corpo, passou-se a acreditar que todo o "barato" do atleta podia ser explicado pelo aumento dos níveis de endorfina no sangue, criando-se então um mito popular sem comprovações científicas.
No ano de 2003, foi demonstrado que o exercício físico é capaz de ativar o sistema endocanabinóide e isso transformou radicalmente o entendimento do "barato" do atleta. Esse sistema é composto de receptores chamados de canabnóides, e estão distribuídos não só no cérebro e nervos periféricos, mas também no pulmão, na pele e nos músculos. No cérebro, seu efeito maior é o de inibição da atividade dos neurônios e a anandamida é o neurotransmissor que se liga aos receptores canabnóides do cérebro mais estudado. São nesses receptores que age o princípio ativo da maconha (tetrahidrocanabinol), e os efeitos são bem semelhantes aos da anandamida.[14]
Já é bem reconhecido que a ativação do sistema endocanabinóide estimula o sistema de recompensa cerebral, que é ativado toda vez que fazemos algo que dá prazer e sinaliza ao cérebro que vale a pena repetir a experiência quando esta é prazerosa. A relação entre esses dois sistemas sugere que os endocanabinóides são fortes candidatos para explicar o vício em exercício físico que algumas pessoas desenvolvem. Nesse contexto, vício significa que ficar alguns dias sem atividade física pode levar a sintomas como ansiedade e alterações de humor, e isso pode acontecer mesmo entre as pessoas que praticam atividade física sem exageros, sem compulsão. Nos casos de comportamento compulsivo, o vício na atividade física passa a ser algo negativo, pois começa a comprometer outras dimensões da vida, como por exemplo, o convívio com a família. Felizmente, na grande maioria das vezes, esse vício é um grande aliado da saúde física e mental.
Essas sensações não costumam ser descritas entre os atletas de atividades de curta duração como os velocistas e em esportes que exigem frequente mudança da demanda de força e ritmo da atividade, como é o caso do futebol, basquete, tênis, etc. Curiosamente, não há descrição na literatura desse "barato" entre nadadores, apesar da natação ser um esporte com ritmo regular e repetitivo como a corrida. Já existem evidências apontando que a corrida é especialmente associada a essa sensação de prazer, em parte por causa dos repetidos traumas na pele que promovem a liberação de substâncias que agem tanto no sistema nervoso central como no periférico.
Até a década de 60, acreditava-se que o "barato" do atleta era decorrente do aumento dos níveis de catecolaminas, substâncias da linha da adrenalina. Com a descoberta da endorfina, que é como se fosse um tipo de morfina produzida pelo próprio corpo, passou-se a acreditar que todo o "barato" do atleta podia ser explicado pelo aumento dos níveis de endorfina no sangue, criando-se então um mito popular sem comprovações científicas.
No ano de 2003, foi demonstrado que o exercício físico é capaz de ativar o sistema endocanabinóide e isso transformou radicalmente o entendimento do "barato" do atleta. Esse sistema é composto de receptores chamados de canabnóides, e estão distribuídos não só no cérebro e nervos periféricos, mas também no pulmão, na pele e nos músculos. No cérebro, seu efeito maior é o de inibição da atividade dos neurônios e a anandamida é o neurotransmissor que se liga aos receptores canabnóides do cérebro mais estudado. São nesses receptores que age o princípio ativo da maconha (tetrahidrocanabinol), e os efeitos são bem semelhantes aos da anandamida.[14]
Já é bem reconhecido que a ativação do sistema endocanabinóide estimula o sistema de recompensa cerebral, que é ativado toda vez que fazemos algo que dá prazer e sinaliza ao cérebro que vale a pena repetir a experiência quando esta é prazerosa. A relação entre esses dois sistemas sugere que os endocanabinóides são fortes candidatos para explicar o vício em exercício físico que algumas pessoas desenvolvem. Nesse contexto, vício significa que ficar alguns dias sem atividade física pode levar a sintomas como ansiedade e alterações de humor, e isso pode acontecer mesmo entre as pessoas que praticam atividade física sem exageros, sem compulsão. Nos casos de comportamento compulsivo, o vício na atividade física passa a ser algo negativo, pois começa a comprometer outras dimensões da vida, como por exemplo, o convívio com a família. Felizmente, na grande maioria das vezes, esse vício é um grande aliado da saúde física e mental.
domingo
Estudo indica que meninas praticam menos exercícios
Estudo realizado com escolares do ensino médio de Curitiba, SC, revelou que apenas 22% dos meninos e 9,1% das meninas praticavam o mínimo de atividade física necessária à manutenção da saúde.
“Não ter a companhia de amigos” e “ter preguiça” foram as dificuldades mais relatadas, maiores entre as meninas (51,8%) do que entre os meninos (30,4%). No entanto, a barreira mais apresentada por meninos e meninas foi “preferir fazer outras coisas”.
O trabalho, publicado em março na Revista Brasileira de Epidemiologia, analisou dados do projeto “determinantes da atividade física e obesidade em escolares do ensino médio da rede pública da cidade de Curitiba-PR, Brasil”, realizado por Ciro R. R. Añez e colegas. Foram aplicados questionários nas salas de aula de educação física por entrevistadores treinados.
A autora do trabalho é Mariana Silva Santos, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Paraná. Ela comenta que diversos estudos “têm identificado um decréscimo nos níveis de atividade física da população em geral, o que é uma fonte de preocupação, uma vez que um estilo de vida inativo pode contribuir para o desenvolvimento de muitas doenças, em especial a obesidade”.
Falta de Motivação
O responsável pelo Departamento de Atividade Física da ABESO, Dr. Carlos Alberto Werutsky, lembra que “o objetivo do estudo foi listar os determinantes da elevada taxa de hipoatividade ou inatividade física entre os adolescentes entrevistados”. Segundo o especialista, "ter preguiça" ou "não ter a companhia dos amigos" para a prática da atividade física, “dois dos maiores motivos, pode refletir a falta de motivação dos adolescentes”.
Ainda segundo o Dr. Werutsky, “o terceiro maior motivo - "prefere fazer outras coisas" ao invés da prática da atividade física - pode nos remeter a pensar até na vulnerabilidade às drogas. Possivelmente, diante desses resultados, os pesquisadores poderão avaliar a necessidade de programas de estímulo à prática esportiva dentro dessas escolas”. Ele cita como exemplo “o Programa Agita, que dispõe de orientações sobre a organização de atividades dentro das escolas, com o objetivo de combater o sedentarismo e a obesidade infanto-juvenil”.
“Não ter a companhia de amigos” e “ter preguiça” foram as dificuldades mais relatadas, maiores entre as meninas (51,8%) do que entre os meninos (30,4%). No entanto, a barreira mais apresentada por meninos e meninas foi “preferir fazer outras coisas”.
O trabalho, publicado em março na Revista Brasileira de Epidemiologia, analisou dados do projeto “determinantes da atividade física e obesidade em escolares do ensino médio da rede pública da cidade de Curitiba-PR, Brasil”, realizado por Ciro R. R. Añez e colegas. Foram aplicados questionários nas salas de aula de educação física por entrevistadores treinados.
A autora do trabalho é Mariana Silva Santos, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal do Paraná. Ela comenta que diversos estudos “têm identificado um decréscimo nos níveis de atividade física da população em geral, o que é uma fonte de preocupação, uma vez que um estilo de vida inativo pode contribuir para o desenvolvimento de muitas doenças, em especial a obesidade”.
Falta de Motivação
O responsável pelo Departamento de Atividade Física da ABESO, Dr. Carlos Alberto Werutsky, lembra que “o objetivo do estudo foi listar os determinantes da elevada taxa de hipoatividade ou inatividade física entre os adolescentes entrevistados”. Segundo o especialista, "ter preguiça" ou "não ter a companhia dos amigos" para a prática da atividade física, “dois dos maiores motivos, pode refletir a falta de motivação dos adolescentes”.
Ainda segundo o Dr. Werutsky, “o terceiro maior motivo - "prefere fazer outras coisas" ao invés da prática da atividade física - pode nos remeter a pensar até na vulnerabilidade às drogas. Possivelmente, diante desses resultados, os pesquisadores poderão avaliar a necessidade de programas de estímulo à prática esportiva dentro dessas escolas”. Ele cita como exemplo “o Programa Agita, que dispõe de orientações sobre a organização de atividades dentro das escolas, com o objetivo de combater o sedentarismo e a obesidade infanto-juvenil”.
quinta-feira
Prazer em se exercitar interfere nos resultados do treino
Alimentação desequilibrada e pouca endorfina explicam desmotivação para treinar
A ciência só vem confirmar o que todos desconfiam: fazer algo sem prazer, não surte bons resultados. E isso vale também para os exercícios físicos: um estudo realizado pela Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, comprovou que as mulheres que avaliam sua rotina de exercícios como sofrida, acumulavam mais quilos em um período de um ano, quando comparadas àquelas que não consideravam o treino um sofrimento. Mas por que muitas vezes a prática de exercícios é encarada como algo penoso?
Se você fizer um exercício que gosta, as chances de ficar "viciada" e não querer parar mais de se exercitar são bem grandes. Entretanto, há um complexo processo por trás do nosso metabolismo que pode fazer uma pessoa sentir frustração com a rotina dos treinos. O sofrimento de muita gente com a atividade física pode ser explicado pela sensação de praticar os exercícios e, ao mesmo tempo, não ver uma diminuição do peso.
Resultados no prato
Quando alguém começa a praticar uma atividade física, passa a sentir uma maior necessidade de comer, devido ao maior gasto energético. O problema é que muitas pessoas não calculam bem esse equilíbrio, pois não sabem direito o quão calóricos são os alimentos que ingere, ou superestimam a quantidade de calorias que o exercício físico queimou. "Para quem não é atleta, ou seja, que não ultrapassa uma média de uma hora e meia de exercícios físicos por dia, dificilmente vai gastar mais que 800 calorias com o treino em um dia", diz o fisiologista do exercício da Unifesp Paulo Correia.
E essa quantidade não é muito difícil de ser reposta com a alimentação: uma escapadinha com uma sobremesa aqui e um petisco acolá são capazes de dar conta de repor e até extrapolar o que você suou para perder. "Para quem quer emagrecer, o maior segredo, não está somente nos exercícios (que, claro são fundamentais para a boa saúde), pois a alimentação correta é muito mais eficiente em não colocar calorias e gorduras para dentro da sua "máquina", do que tentar gastá-las em vão", explica Paulo. Uma boa dica para quem faz exercício é deixar a refeição para o pós-treino, quando o fígado libera a substância glucagon, que facilita a queima das gorduras que você vai ingerir. Esse processo não acontece antes do esforço intenso, ou seja, não é uma boa apostar nas refeições pesadas e guloseimas antes do exercício físico.
Sofra menos
Outra pesquisa, também da Universidade de Vermont, comprovou que a boa fama das endorfinas, substâncias por trás da super disposição que dá as caras logo depois da prática esportiva, dura mais do que alguns minutos, como se pensava até pouco tempo atrás. Os pesquisadores observaram que a euforia saudável proporcionada por essas moléculas despejadas no cérebro durante a atividade física perdura por até 12 horas, garantindo a disposição.
Ou seja, não é mito, nem algo inalcançável gostar tanto da atividade física a ponto de fazer dela um hobby - e não só uma obrigação com sua dieta e saúde. Entretanto, quem começou a se exercitar agora, não irá sentir esse efeito de imediato. ?A maioria das pessoas começa a sentir prazer com o exercício em alguns meses de treinamento, mas isso varia de pessoa para pessoa, de acordo com a personal trainer Paula Loiola.
Se você não vê a hora de encarar a rotina de exercícios como uma diversão, deve pensar bem antes de escolher sua atividade e, além de checar sua saúde, pode optar por fazer também uma avaliação com um profissional de educação física. Quem quer tomar gosto pelos exercícios deve observar qual é seu tipo de perfil e escolher a modalidade que tem a ver com a personalidade. Há pessoas que não gostam das academias cheias, preferindo atividades em casa ou ao ar livre, há aqueles que preferem exercitar o corpo e a mente ao mesmo tempo (e escolhem práticas como Tai Chi ou Yoga). "Mas seja qual for a sua escolha, a musculação não deve ser deixada de lado, pois é uma base para fortalecer a musculatura, o que é importante e qualquer atividade física", diz Paula Loiola.
fonte: minha vida
A ciência só vem confirmar o que todos desconfiam: fazer algo sem prazer, não surte bons resultados. E isso vale também para os exercícios físicos: um estudo realizado pela Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, comprovou que as mulheres que avaliam sua rotina de exercícios como sofrida, acumulavam mais quilos em um período de um ano, quando comparadas àquelas que não consideravam o treino um sofrimento. Mas por que muitas vezes a prática de exercícios é encarada como algo penoso?
Se você fizer um exercício que gosta, as chances de ficar "viciada" e não querer parar mais de se exercitar são bem grandes. Entretanto, há um complexo processo por trás do nosso metabolismo que pode fazer uma pessoa sentir frustração com a rotina dos treinos. O sofrimento de muita gente com a atividade física pode ser explicado pela sensação de praticar os exercícios e, ao mesmo tempo, não ver uma diminuição do peso.
Resultados no prato
Quando alguém começa a praticar uma atividade física, passa a sentir uma maior necessidade de comer, devido ao maior gasto energético. O problema é que muitas pessoas não calculam bem esse equilíbrio, pois não sabem direito o quão calóricos são os alimentos que ingere, ou superestimam a quantidade de calorias que o exercício físico queimou. "Para quem não é atleta, ou seja, que não ultrapassa uma média de uma hora e meia de exercícios físicos por dia, dificilmente vai gastar mais que 800 calorias com o treino em um dia", diz o fisiologista do exercício da Unifesp Paulo Correia.
E essa quantidade não é muito difícil de ser reposta com a alimentação: uma escapadinha com uma sobremesa aqui e um petisco acolá são capazes de dar conta de repor e até extrapolar o que você suou para perder. "Para quem quer emagrecer, o maior segredo, não está somente nos exercícios (que, claro são fundamentais para a boa saúde), pois a alimentação correta é muito mais eficiente em não colocar calorias e gorduras para dentro da sua "máquina", do que tentar gastá-las em vão", explica Paulo. Uma boa dica para quem faz exercício é deixar a refeição para o pós-treino, quando o fígado libera a substância glucagon, que facilita a queima das gorduras que você vai ingerir. Esse processo não acontece antes do esforço intenso, ou seja, não é uma boa apostar nas refeições pesadas e guloseimas antes do exercício físico.
Sofra menos
Outra pesquisa, também da Universidade de Vermont, comprovou que a boa fama das endorfinas, substâncias por trás da super disposição que dá as caras logo depois da prática esportiva, dura mais do que alguns minutos, como se pensava até pouco tempo atrás. Os pesquisadores observaram que a euforia saudável proporcionada por essas moléculas despejadas no cérebro durante a atividade física perdura por até 12 horas, garantindo a disposição.
Ou seja, não é mito, nem algo inalcançável gostar tanto da atividade física a ponto de fazer dela um hobby - e não só uma obrigação com sua dieta e saúde. Entretanto, quem começou a se exercitar agora, não irá sentir esse efeito de imediato. ?A maioria das pessoas começa a sentir prazer com o exercício em alguns meses de treinamento, mas isso varia de pessoa para pessoa, de acordo com a personal trainer Paula Loiola.
Se você não vê a hora de encarar a rotina de exercícios como uma diversão, deve pensar bem antes de escolher sua atividade e, além de checar sua saúde, pode optar por fazer também uma avaliação com um profissional de educação física. Quem quer tomar gosto pelos exercícios deve observar qual é seu tipo de perfil e escolher a modalidade que tem a ver com a personalidade. Há pessoas que não gostam das academias cheias, preferindo atividades em casa ou ao ar livre, há aqueles que preferem exercitar o corpo e a mente ao mesmo tempo (e escolhem práticas como Tai Chi ou Yoga). "Mas seja qual for a sua escolha, a musculação não deve ser deixada de lado, pois é uma base para fortalecer a musculatura, o que é importante e qualquer atividade física", diz Paula Loiola.
fonte: minha vida
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